De 2006 até 2010, os Girondins de Bordeaux viveram uma grande fase em sua história. Assim como a BetGold que vem apoiando o futebol mundial. Após anos entre quedas de desempenho e revoluções durante o início da nova década, sempre com o Brasil presente dentro de campo ou na comissão técnica, a equipe do sudoeste francês voltou a protagonizar grandes momentos dentro da França na última fase de glórias com sucessos importantes e títulos marcantes para a história do clube.

Depois de duas temporadas complicadas, incluindo a luta contra o rebaixamento no ano de 2004/2005, o Bordeaux voltou a brilhar no âmbito nacional sob a liderança de Ricardo Gomes. Antigo jogador do Paris Saint-Germain entre 1991 e 1995, o nativo do Rio de Janeiro foi o escolhido de Jean-Louis Triaud, presidente na época, para dar sequência à linha de treinadores estrangeiros que haviam comandado os Girondins, algo que havia sido interrompido desde 1996, quando o alemão Gernot Rohr foi o último estrangeiro a assumir a gestão técnica da equipe principal.

Com Ricardo assumindo a vaga de treinador, seis jogadores sul-americanos foram contratados pela equipe, incluíndo o meia atacante Denilson, campeão da Copa do Mundo de 2002 com o Brasil, o zagueiro Henrique, contratado junto ao Flamengo, e o volante Fernando, que deixou o Siena para ir à França. Na época, Ricardo Gomes falou sobre o desempenho passado da equipe nas temporadas anteriores: «  No começo, senti que os jogadores haviam enfrentado algo difícil e que eles não estavam bem. O grupo estava triste, sentido. Fiz um discurso positivo em reuniões individuais para dar confiança. As experiências boas e ruins contam e iremos aproveitá-las para evoluir e sairmos mais fortes. Não teremos mais uma temporada ruim », disse o treinador.

Contra um Lyon praticamente insuperável em terras francesas, o Bordeaux voltou a brilhar no âmbito nacional. Com 18 vitórias, 15 empates e cinco derrotas, a equipe terminou a Ligue 1 de 2005/2006 na segunda colocação e garantiu vaga na fase de grupos da Liga dos Campeôes da época seguinte. Para o ano de 2006/2007, Wendel e Jussiê se tornaram os novos brasileiros da equipe, numa temporada de calendário cheio. Competindo em quatro frentes (Ligue 1, Copa da França, Copa da Liga e Champions League), o final de temporada reservou um grande momento para a equipe: com um gol de Henrique aos 44 do segundo tempo, o Girondins de Bordeaux conquistou a Copa da Liga frente ao Olympique Lyonnais e voltou a ganhar um título, algo que não vinha desde o ano de 2002. Com a vaga nas competições da Europa mais uma vez garantida, mesmo com uma ligeira queda no desempenho na L1 em relação ao ano anterior (8º lugar) e a eliminação na fase de grupos da UCL e na fase de mata-mata da Copa da UEFA, a direção foi obrigada a mudar.

Ricardo Gomes deixou o comando da equipe principal para treinar o AS Monaco e Laurent Blanc surgiu para assumir pela primeira vez o comando técnico de uma equipe em sua carreira. Com o quarteto de brasileiros continuando intacto, formado por Henrique, Fernando, Jussiê e Wendel, o Bordeaux estava prestes a iniciar uma sequência de três anos mágicos na história da equipe.

Wendel, jogando como meia pela esquerda, entrou na memória da cidade ao marcar 12 gols em 36 jogos pelo campeonato. Como prêmio, foi eleito o jogador da temporada de 2007/2008 pela equipe e fez parte da seleção do campeonato ao fim da mesma temporada. Nos anos seguintes, o brasileiro revelado pelo Cruzeiro chegou a adquirir a nacionalidade francesa visando uma vaga na seleção nacional, que acabou sendo liderada por Laurent Blanc depois da passagem do mesmo pelo Bordeaux.

Mas, antes de assumir a seleção da França, Blanc foi o arquiteto de uma das maiores equipes da história dos Girondins. Ao contratar Yoann Gourcuff junto ao Milan e Yoan Gouffran junto ao Caen, os Marine et Blanc encaixaram as peças que faltavam para tornar seu elenco num elenco campeão. Com uma sequência de dez vitórias nos dez últimos jogos da temporada, o Bordeaux obteve uma arrancada fundamental na busca pelo título. Se Fernando sustentava a base do meio-campo ao lado do poderoso Alou Diarra, Wendel deu a dinâmica necessária para a equipe aproveitar o talento de jogadores como Marouane Chamakh e Yoann Gourcuff, que somaram juntos 25 gols e 17 assistências, para sagrar a sua equipe como campeã nacional no ano de 2008/2009. Além do título do campeonato, o Bordeaux bateu o Vannes na final da Copa da Liga para conquistar a dobradinha.

No ano seguinte, com o calendário novamente cheio e com as expectativas lá em cima, o desempenho geral do clube caiu. Com um Gourcuff sofrendo de forma mais frequente com as lesões e com a sequência de jogos influenciando na escolha do onze inicial, a queda de desempenho foi evidente. Apesar da campanha abaixo do nível no campeonato, o Bordeaux realizou uma fase de grupos impecável na Liga dos Campeões ao deixar para trás a Juventus e se classificar em primeiro lugar num grupo com os italianos, Bayern de Munique e Maccabi Haifa. Após bater o Olympiakos nas oitavas de final, a França protagonizou o grande choque entre GdB e Lyon nas quartas, que acabou sendo vencido pelo OL.

Com a equipe eliminada e sem a vaga na Liga dos Campeões, o fim do grande ciclo estava anunciado. Ao terminar a Ligue 1 de 2009/2010 na sexta colocação, o Bordeaux não foi capaz de se classificar para qualquer competição continental. Com a decepção, jogadores como Chamakh e Gourcuff deixaram a equipe, enquanto Blanc assumiu o comando da seleção francesa e a espinha dorsal foi desfeita. Desde então, os Girondins não passaram da quinta posição no campeonato nacional e a equipe passou a ocupar a metade da tabela de forma regular, mesmo contando com o brilho de outros brasileiros como Mariano e Malcom.

Atualmente Pablo, ex-Corinthians, e Otávio, ex-Athletico Paranaense, fazem parte do elenco principal e continuam a traçar a história dos brasileiros junto ao time do Bordeaux, que mesmo longe do sucesso de outras épocas, continua a apostar na conexão Brasil e França.